O que torna a curcuma Lakadong diferente
A maior parte da curcuma nas prateleiras dos supermercados contém 2–3% de curcumina, o composto responsável pela sua cor e por grande parte da sua reputação. A Lakadong, cultivada nas encostas envoltas em névoa das Jaintia Hills de Meghalaya, contém tipicamente cerca de 7% — mais do dobro. Nota-se no momento em que se abre o frasco: um laranja mais profundo e mais resinoso, e um aroma mais quente e terroso do que o cheiro plano e poeirento da haldi de mercado.
Essa diferença tem que ver com lugar e paciência. A Lakadong é uma variedade local específica, cultivada em altitude em solo rico em ferro, colhida tardiamente e curada lentamente ao sol antes de ser moída em pedra em pequenos lotes. Nada disto pode ser apressado ou replicado simplesmente rotulando um saco como 'rico em curcumina'.
Importa também porque a curcuma é uma das especiarias mais adulteradas do mundo — aumentada com raízes mais baratas, avivada com cromato de chumbo ou fumigada com óxido de etileno. A curcuma de origem única e testada em laboratório evita tudo isso. Está a comprar uma variedade, de um lugar, sem nada acrescentado.
Na cozinha, um pouco rende mais. Use-a onde a cor e o calor sustentam o prato — leite dourado, um tarka para o dal, legumes assados ou uma marinada — e precisará de menos do que está habituado.

